sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


HISTÓRIAS DA NOITE

A noite apresentou-se
vestida de luxuria,
com um livro de esferas,
falando de aventuras tua.

De pés na água crua,
sapeca deusa nua,
ela riscava as estrelas,
feitas pela noite com a lua.

E num voltar sem partir,
entregue aos seus desejos,
ela deixou a lua quadrada
com a volúpia de um beijo.

Deixando na caverna
aloucada dos pensamentos,
deuses frenéticos se pendurarem
em palidez dormente.

E pasmo com a altura da loucura,
atravessando as esquinas da fissura,
o vento virou eco transtornado
gritando seu nome pela rua.

MIRANTE DA LUA


Meu sonho de veludo encarnado
faz acordo com brisa noturna,
abraça o véu da noite
e com beijos enche a lua.

Meu desejo encantado
também é água profunda,
faz ciranda com as estrelas
e reflete a face da lua.

Viajante de castelo quebrado
da pintura de sonho dourado,
colhe flores desenhadas
emolduradas pelo mundo.

Vestida de cores de fogo
sou a nova cantiga viva,
banhada de beijos de amores
das letras mais atrevidas.

E na embriagues da euforia
Misturada de dor e alegria,
Senti o calor do brilho da fada
Quando escrevia essa poesia.

Do mirante que desponta a lua,
meu sonho de veludo encarnado,
caminha no mistério da noite
e passa dias acordado.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

              

Breu

 “Minha fera profunda
de silhueta perturbada,
tem a mesma consistência
de uma noite sem lua.
E a tristeza acumulada
que circula quebrada,
é madrugada espalmada
nos desertos da rua”


Simonia
Simplesmente assim...
A dor que corria,
sem ter pra onde ir,
arrebatou em mim...

Céu esparramado
denso e alongado
num cimo escarpado
com brilho ondulado.

Pousando de dândi,
olhar esverdeado
debruçado no instante
da voz fascinante.

Quimera pomposa
com nesga de fera
és cume gigante,
oscilante espera.
Caos em tom vermelho
Na sombra do pensamento arredondado
preenchido do borralho e estilhaço,
encontra-se imensidão de alegre cansaço
tragado por uma memória em pedaços.
Trazendo o canto irrequieto já em brasas,
da fantasia avivada e descoberta,
em perversa, habilidosa e exagerada
importância cósmica reversa e  incendiada.